segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Camilo Castelo Branco no Centro Cultural de Belém

O Centro Cultural de Belém, a Casa de Camilo de S. Miguel de Seide/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, o Plano Nacional de Leitura, o CLEPUL - Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa – o Teatro Nacional de São Carlos e o Centro Nacional de Cultura, vão comemorar os 150 anos da publicação do Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco.
O ciclo «CCB no CCB – Camilo Castelo Branco: As paixões juvenis e o Amor de Perdição» conta com uma vasta programação, que vai da literatura ao cinema, passando por mesas redondas, conferências, debates com professores e estudantes, programas musicais, uma feira do livro e duas exposições: uma de iconografia e bibliografia camiliana da colecção da Casa de Camilo e outra do pintor Júlio Pomar, que apresentará os desenhos que fez para a edição do livro O Romance de Camilo, de Aquilino Ribeiro.

No Centro Cultural de Belém


Foi iniciado em Setembro de 1988 e concluído em Setembro de 1993. Na base da sua construção esteve a necessidade de um equipamento arquitectónico, que pudesse acolher, em 1992, a presidência portuguesa da União Europeia, e que, ao mesmo tempo, pudesse permanecer, como um pólo dinamizador de actividades culturais e de lazer. O seu projecto definitivo foi decidido no início de 1988.
 A sua polémica implantação, teve como fundamento, o facto de assinalar o ponto de partida dos descobrimentos marítimos, à semelhança da Torre de Belém e do Padrão dos Descobrimentos. O simbolismo associado a esta localização, é confirmado pela escolha na década de 1940, da grande Exposição do Mundo Português. O CCB veio ocupar mesmo espaço que foi destinado a instalar o Pavilhão "Portugueses no Mundo" e as "Aldeias Portuguesas".
 Por concurso internacional, e 57 projectos acolhidos, foi seleccionada a proposta do arquitecto português Manuel Salgado e do consórcio do arquitecto italiano Vittorio Gregotti. De cinco módulos apresentados no projecto, apenas foram construídos, três; o Centro de Reuniões, o Centro de Espectáculos e o Centro de Exposições.

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco

(Lisboa, Encarnação, 16 de Março de 1825 — Vila Nova de Famalicão, São Miguel de Seide, 1 de Junho de 1890) foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís de Portugal.


Camilo Castelo Branco foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa contemporânea.
Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte,[1] o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas,[2] que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.
Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.


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