Camilo Castelo Branco no Centro Cultural de Belém
O Centro Cultural de Belém, a Casa
de Camilo de S. Miguel de Seide/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, o
Plano Nacional de Leitura, o CLEPUL - Centro de Literaturas e Culturas
Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa – o Teatro Nacional de São
Carlos e o Centro Nacional de Cultura, vão comemorar os 150 anos da publicação
do Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco.
O ciclo «CCB no CCB – Camilo Castelo
Branco: As paixões juvenis e o Amor de Perdição» conta com uma vasta
programação, que vai da literatura ao cinema, passando por mesas redondas,
conferências, debates com professores e estudantes, programas musicais, uma
feira do livro e duas exposições: uma de iconografia e bibliografia camiliana
da colecção da Casa de Camilo e outra do pintor Júlio Pomar, que apresentará os
desenhos que fez para a edição do livro O Romance de Camilo, de Aquilino
Ribeiro.
No Centro Cultural
de Belém
Foi iniciado em
Setembro de 1988 e concluído em Setembro de 1993. Na base da sua construção
esteve a necessidade de um equipamento arquitectónico, que pudesse acolher, em
1992, a presidência portuguesa da União Europeia, e que, ao mesmo tempo,
pudesse permanecer, como um pólo dinamizador de actividades culturais e de
lazer. O seu projecto definitivo foi decidido no início de 1988.
A sua polémica implantação, teve como
fundamento, o facto de assinalar o ponto de partida dos descobrimentos
marítimos, à semelhança da Torre de Belém e do Padrão dos Descobrimentos. O
simbolismo associado a esta localização, é confirmado pela escolha na década de
1940, da grande Exposição do Mundo Português. O CCB veio ocupar mesmo espaço
que foi destinado a instalar o Pavilhão "Portugueses no Mundo" e as
"Aldeias Portuguesas".
Por concurso internacional, e 57 projectos
acolhidos, foi seleccionada a proposta do arquitecto português Manuel Salgado e
do consórcio do arquitecto italiano Vittorio Gregotti. De cinco módulos
apresentados no projecto, apenas foram construídos, três; o Centro de Reuniões,
o Centro de Espectáculos e o Centro de Exposições.
Camilo Ferreira Botelho
Castelo Branco
(Lisboa, Encarnação, 16 de
Março de 1825 — Vila Nova de Famalicão, São Miguel de Seide, 1 de Junho de
1890) foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo,
historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º visconde de Correia Botelho,
título concedido pelo rei D. Luís de Portugal.
Camilo Castelo Branco foi
um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa
contemporânea.
Há quem diga que, em 1846,
foi iniciado na Maçonaria do Norte,[1] o que é muito estranho ou algo
contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da
Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas,[2] que criaram a Ordem de São
Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da
sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou
tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.
Teve
uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas
novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente
dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público,
sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito
original.

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